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Dingo

Gestão · · 3 min de leitura

Como calcular o preço do corte (e de qualquer serviço do salão)

Um jeito simples de calcular quanto cobrar por corte, barba ou escova a partir do seu custo por hora, sem chutar e sem copiar o preço do vizinho.

Muita barbearia e salão define preço olhando para o concorrente da rua de cima. O problema é que o concorrente tem outro aluguel, outra equipe e outro custo. Copiar o preço dele pode significar trabalhar muito e sobrar pouco.

Dá para chegar num preço mais seguro com uma conta simples, baseada em quanto custa cada hora do seu negócio aberto.

Passo 1: some os custos fixos do mês

São os gastos que existem mesmo se nenhum cliente aparecer:

  • aluguel e condomínio;
  • energia, água e internet;
  • sistemas e assinaturas;
  • contador, taxas e impostos fixos;
  • o seu pró-labore (o salário que você quer tirar todo mês).

Não esqueça o pró-labore. Se ele não entra na conta, o preço só paga as despesas, e você trabalha de graça.

Passo 2: descubra quantas horas você realmente atende

Conte as horas em que há cadeira disponível para atendimento no mês. Depois, seja realista: nenhuma agenda fica 100% cheia. Considere uma ocupação que você de fato consegue, por exemplo 60% ou 70% das horas disponíveis.

Horas vendáveis = horas abertas por mês × taxa de ocupação

Passo 3: calcule o custo por hora

Custo por hora = custos fixos do mês ÷ horas vendáveis

Esse é o valor que cada hora de atendimento precisa pagar só para cobrir a estrutura e o seu salário.

Passo 4: some os custos de cada serviço

Cada serviço tem um custo que só existe quando ele é feito: lâmina, produtos, toalha descartável, comissão do profissional, taxa da maquininha.

Preço mínimo = (custo por hora × duração em horas) + custos do serviço

Passo 5: acrescente a margem

O preço mínimo empata o mês. Para o negócio crescer, guardar reserva e investir, acrescente uma margem por cima, por exemplo 20% a 30%.

Um exemplo com números redondos

Os valores abaixo são só um exemplo para mostrar a conta. Use os seus.

  • Custos fixos do mês, com pró-labore: R$ 6.000
  • Horas abertas no mês: 200
  • Ocupação realista: 60% → 120 horas vendáveis
  • Custo por hora: R$ 6.000 ÷ 120 = R$ 50

Para um corte de 30 minutos, com R$ 5 de custo de material e taxa:

  • Preço mínimo: (R$ 50 × 0,5) + R$ 5 = R$ 30
  • Com 30% de margem: R$ 30 × 1,3 = R$ 39

Se o seu preço atual está abaixo do mínimo, cada corte está custando dinheiro, por mais cheia que esteja a agenda.

O que mais muda o resultado

Ocupação. Repare que a taxa de ocupação pesa muito na conta. Uma agenda mais cheia dilui o custo fixo e permite cobrar o mesmo preço com mais lucro. Faltas e horários vazios fazem o contrário. Por isso reduzir faltas e responder rápido quem quer marcar tem efeito direto no seu lucro.

Duração. Serviços que demoram mais precisam custar proporcionalmente mais. Se a escova leva o dobro do tempo do corte, ela ocupa o dobro da sua hora.

Comissão. Se os profissionais ganham por comissão, ela entra como custo do serviço, não como custo fixo.

Revise de tempos em tempos

Aluguel sobe, produto sobe, a agenda muda. Refaça a conta pelo menos uma vez por ano, ou sempre que um custo grande mudar.

Quer ajuda com a outra ponta da conta, a de encher a agenda? O Dingo atende seus clientes no WhatsApp na hora, marca nos horários livres e lembra cada cliente para ele não faltar. Conheça os planos.

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